
No período em que se aproximava as eleições para o parlamento dos nobres. Candidatos de vários províncias e reinos entraram na disputa, a fim de conseguirem uma vaga. No reino de Ventão, muitos pleitearam um lugar ao sol. Os eleitos iriam defender os interesses do seu reino diante do grande Rei que governava os reinos daquela região.
O Venta Grande, apoiaria as escuras, e em segredo o seu preferido. Isso por que, o escolhido seria eleito pelo povo através de voto secreto, como se realmente fosse uma “democracia”. Se o povo descobrissem quem o Rei apoiasse, de maneira alguma votariam no candidato apoiado por ele.
O Monarca continuava como o pior da história. E assim, os pretensos candidatos ao parlamento, mantinham-se o mais distante possível do impopular Rei. A campanha para uma vaga no parlamento ganhou as ruas. Aqueles que tinham as melhores condições financeiras, saíram na frente da preferência popular; alugaram as melhores carruagens barulhentas para proclamar seus nomes nas ruas do reino.
Nobres e Plebeus foram recrutados para irem de casa em casa anunciar o bom nome daquele que os contratou. Mas, para serem referendados pelo supremo Magistrado e assim estarem aptos a concorrerem por uma vaga no parlamento, os canditados deveriam apresentar sua ficha, imaculada, limpa e pura. Se por acaso, tivesse suja, eram proibidos de concorrerem à vaga almejada. Por isso, muitos deles foram impedidos de continuar na disputa. Outros agiram a tempo, conseguindo limpar sua ficha podendo então concorrer.
Enquanto isso, nos bastidores das ações palacianas, Ventão protagonizou mais um mico em sua inoperante administração real. Foi quando ele recebeu a agradável notícia de inauguração da reforma das principais ruas e avenidas do reino. Ventão nesse dia para variar acordou cedo, mandou comprar fogos de artifícios, fechou o Palácio Real e levou seus fiéis subordinados para a praça dos religiosos, a fim de esperarem a chegada das grandes máquinas que iriam pavimentar as ruas. O Rei aguardou por horas impaciente a chegada dos veículos e nada. Alguns desistiram de esperar e sorrateiramente saíram de cena.
O Rei para passar o tempo e disfarçar a demora, deu varias voltas ao redor da praça, seguido de perto pelos seus subalternos, principalmente pelos três ministros mais próximos: a Rainha Simarga, Capitão Joãozinho e Lobão Mau, que já não aquentando mais a caminhada indo para lugar nenhum, parou mostrando-se cansado, colocou sua enorme língua para fora.
Depois de muito esperar, um mensageiro trouxe a notícia que aquele não era o dia da inauguração. Ventão não aguentou mais a demora e improvisou um discurso, vendo apenas uma máquina, disse que aquela representava todas as outras que chegaria nos próximos dias.
Alguns dias depois, as obras começaram e o abatido Ventão, viu nessa oportunidade sua redenção.





